quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Igrejas Evangélicas crescem em tempos de crise

Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados do CNEF 

 Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados do CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França).
 
A cena, comum para a maioria dos brasileiros, é novidade na França, que viu a fé neopentecostal crescer nos últimos anos, impulsionada pela crise econômica.
 
Na França, a cada dez dias uma nova igreja evangélica abre as portas, de acordo com dados do CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França). Essa é a corrente religiosa que mais se expande no país e a com o maior número de praticantes.
 
“A primeira razão é simplesmente a necessidade de esperança”, opina Sébastien Fath, sociólogo das religiões especializado no protestantismo e autor de Do gueto à rede – O protestantismo evangélico na França e do recém lançado Nova França Protestante – Desenvolvimento e crescimento no século XXI.
 
O contexto de crise, que atinge a sociedade francesa, tem por consequência um certo número de patologias sociais, como a solidão. O Estado não pode fazer tudo, as prestações sociais e capacidades de intervenção são em geral fragilizadas, pois há menos dinheiro público. A igreja evangélica responde às necessidade que o Estado não se encarrega mais”, avalia o sociólogo, que enfatiza o caráter otimista do discurso evangélico, em um país onde o pessimismo é grande.
 
Embora o sociólogo defenda que haja fiéis também nas classes mais favorecidas, ele admite que a religião vem atraindo proporcionalmente mais jovens e imigrantes, principalmente chineses, coreanos e originários das antigas colônias francesas na África. Em dezembro, 24,2 % dos jovens estavam desempregados.
 
“Muitos franceses estão desencorajados diante da crise e da globalização. Há uma certa depressão e uma necessidade de perspectiva,” diz Fath. Já para Étienne L’Hermenault, batista e presidente do CNEF, órgão criado há menos de dois anos, o sucesso das igrejas evangélicas é reflexo de uma sede por religiosidade. “A crise não é simplesmente financeira, mas também moral. Há um cansaço, de uma sociedade que perdeu muitas referências e que busca valores”, argumenta.
 
Fath defende que o retorno da religiosidade está ligado à crise do discurso político. “Os franceses estão decepcionados com a política. O país que, durante muito tempo exportou pensamento político, se desencantou com as soluções políticas, há 15 ou 20 anos atrás”, avalia.
 
Conversão
 
Longe do anonimato das ruas, nas manhãs de domingo na entrada da Église Réformée de Belleville a recepção é calorosa e personalizada.
 
“É a proximidade entre nós, os pastores, e nossos fiéis que faz a força do movimento evangélico”, afirma Amos Ngoua Mouri, pastor da Communauté Évangélique la Bonne Nouvelle, no norte de Paris.
 
Mais da metade dos evangélicos franceses tinha outra religião. “Essas igrejas se apresentam de uma maneira adaptada às formas de comunicação contemporânea, enquanto as tradicionais utilizam ainda modelos históricos e ultrapassados. As evangélicas recrutam”, explica Frédéric Rognon, professor de filosofia das religiões na Faculdade de Teologia Protestante de Estrasburgo, na França.
 
L’Hermenault, também presidente da Faculdade Livre de Teologia Evangélica de Vaux sur Seine, principal instituição para a formação de novos pastores franceses, anuncia que o objetivo é alcançar a meta de uma igreja para cada 10 mil habitantes, ao invés dos atuais uma para cada 30mil.
 
Ao todo, são 2308 igrejas em território francês, que abrigam o ainda discreto número de 600 mil evangélicos. Desde 1950, eles são nove vezes mais numerosos, em um país onde apenas 5% da população se declara praticante de alguma religião.
 
Fé pública, questão privada
 
Na igreja evangélica Paris Bastille é possível ver os vídeos do último culto no iPhone e acompanhar o blog do pastor. Outros atrativos são as visitas em casa, os grupos de estudo e as atividades de inserção específicas para jovens, crianças, mães, casais ou idosos. À vontade com a revolução digital, para Fath, esse estilo litúrgico é mais adaptado à cultura dos jovens que a tradicional missa católica.
 
“O lado da expressão pública da fé dos evangélicos, quase publicitário, choca numa cultura francesa que relega a religião ao domínio privado”, afirma, garantindo que as coisas estão mudando no país da laicidade. O pastor camaronês Mouri confirma que o movimento evangélico é mais reconhecido no espaço público, embora ainda seja uma minoria.
 
A presença dos mulçumanos teria sido a primeira abertura para a naturalização da expressão religiosa em lugares públicos. “Há um retorno da visibilidade da fé mesmo entre os católicos. A procissão do 15 de agosto em Paris pela ‘Ascenção da Virgem’ é um dos exemplos disso. Algo que não poderíamos imaginar, há 20 anos atrás”, cita.
 
Missionários latinos
 
Pastores brasileiros têm cruzado o oceano para conquistar essa nova terra. “Nós sabemos que hoje a rede evangélica é transnacional. Há uma presença brasileira de protestantes na França. A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada em Paris já há alguns anos e também outras igrejas neopentecostais”, afirma mesmo sem poder contabilizar esse fluxo.
 
“Não é comparável com a ligação que existe com a América do Norte, mas isso deve se desenvolver”, dizem. Para eles, missionários latinos têm boa reputação entre os franceses, além de brasileiros, pastores espanhóis e portugueses também são populares, como Nuno Pedro, português que faz cultos para oito mil pessoas todos os domingos na megachurch Charisma, em Saint-Denis, periferia de Paris.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A parábola do fariseu e do publicano

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Lucas 18:9 - ¶ E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: 

Quando escreveu seu evangelho, Lucas nos presenteou com uma das mais importantes parábolas de Jesus: a do fariseu e do publicano. O propósito do Mestre com essa estória foi deixar uma preciosa lição para aqueles que, julgando-se justos, desprezavam os outros.

Há dois personagens na parábola: um fariseu que precisava reconhecer sua miséria e um publicano consciente de que era merecedor de condenação. O primeiro, arrogante, orgulhava-se de sua religião, a ponto de se esquecer da graça de Deus e da sua bondade. O outro era tão ciente de seu pecado que era incapaz de buscar outra coisa que não fosse a misericórdia de Deus.

CA fé em Cristo liberta o homem da condenação (Rm 5.1), mas não sem antes humilhá-lo, mostrando-o seu estado de depravação. Jamais se esqueça de que você não merece nada de Deus. Isto o manterá humilde perante Ele.

Doutrinas...

Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs. (Tito 3:8-9)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Vontade de Deus "Relacionamento" - Os sinais"

1- Há Paz no coração de ambos. Paz é quando não há medo, nem ansiedade, nem insegurança e ciúme no relacionamento.

2- Parte do Homem a iniciativa de pedir para orar com a moça.

3- Quando ambos aceitam orar e se relacionar sem contato físico por um tempo "sem beijar na boca ou se abraçar".

4- Quando o relacionamento começou através de um "Compromisso" ou "Corte", debaixo da benção e aprovação dos pais e dos pastores.

5- Quando há concordância ministerial (quando ambos se completam no ministério), e estão previamente de acordo com o que ambos querem fazer (no ministério e) na vida pessoal. Exemplo: se ele quer ser missionário, e ela quer ser pastora de uma igreja local, futuramente alguém terá de abrir mão do seu ministério (e sonho) para estarem juntos. Isso precisa ser avaliado antecipadamente, antes de se envolverem emocionalmente, ou seja, precisa ser observado no período do "Compromisso".

6- Quando ambos são, um para o outro, um incentivo de oração e santificação, quando o relacionamento os aproxima mais de Deus, e trás maturidade emocional e espiritual. 

7- Quando o homem tem autoridade natural (e não imposta) sobre a mulher.
Isso é possível quando ele possui uma inteligência (emocional) igual, ou acima da dela. Esse detalhe é importantíssimo, porque a atração da mulher pelo seu marido não é conservada pela aparência, mas sim pela admiração que ela tem por ele… e quando ele tem inteligência (emocional) no mesmo nível (ou acima) da dela , a admiração da mulher é constante, e sua submissão muito mais fácil e prazerosa.

8- Quando ambos se agradam da aparência um do outro, e admiram um ao outro.
Esse ponto fica sempre por último, porque ele tende a ser sempre o primeiro da lista, e a decisão não deve ser baseada na aparência. Mas é importante ressaltar o seguinte: O homem precisa achar a moça bonita, ainda que ninguém mais ache isso, ele precisa achar. Já a moça, precisa admirá-lo, achar ele "o máximo", porque se não a atração dela será superficial.


‎"Meu desejo de acertar, é maior que o meu desejo de está com alguém."
(Salmos 40:1)